AUTORIDADE ESPIRITUAL



Deus em sua onisciência e sabedoria, quando da criação do Universo, planejou uma ordem natural para todas as coisas, Criando, por conseguinte, a ordem hierárquica, como meio de viabilizar sua implantação.

Quando os anjos foram criados, Deus os fez em diversos níveis, sendo Lúcifer, aquele que seria o chefe geral, dirigente do louvor, e prestaria contas a Ele, mormente já soubesse, e sempre saberia de tudo.

Entretanto Satanás deixou-se inflar, com as qualidades e capacidades que lhe foram dadas para o fiel desempenho de sua missão. Daí, usurpou a autoridade indiscutível de Deus e pecou ao se rebelar, usurpando a posição de Deus.

Quando o homem foi também criado, Deus o Fez à sua imagem e semelhança, livre, puro e sadio, pois queria que sua criação gozasse de todos os seus atributos, estando assim plenamente preparado para a missão de reinar na Terra. Sendo assim, sujeitou toda a Terra e animais a Adão.

Satanás já havia caído, e seus ciúmes atingiram um ápice quando o Homem foi feito. Desejou então mais uma vez afrontar a Deus desvirtuando sua criação. Foi quando, sutilmente, através da mentira, levou o homem a desobedecer a Deus, trazendo-o para o seu nível, e tornando-se então seu senhor através do Pecado.

Hoje, a grande controvérsia universal gerada por satanás, centraliza-se sobre quem deve ter autoridade, quem deve ser exaltado, quem deve ser reconhecido e obedecido.... Nosso conflito direto com ele se deve ao fato de atribuirmos autoridade e adoração direta a Deus, e não a ele.

Tendo em vista este quadro, passamos a compreender algumas verdades que norteiam todo o Universo, quer físico, quer espiritual.

Só pode haver Expressão de autoridade, se houver a submissão. É através desta que é restabelecido o verdadeiro plano da criação.

A submissão só ocorre quando o ego é excluído, e se passa a viver no espírito. E, por assim ser, Deus busca seus verdadeiros adoradores, que o adorem em Espírito e em verdade.

Só quem anda em espírito é capaz de ser usado por Deus. Quando nos convertemos, Temos vontades, ansiamos fazer muitas coisas, que achamos que Deus quer que façamos, por nós mesmos. Porém, à medida que crescemos, nossa dependência ao Pai vai aumentando, vamos fazendo cada vez menos coisas por nós, pois estamos agora ouvindo a voz de Deus. Estamos agora cada vez mais livres para obedecer à voz do Pai.

Estar na vontade Plena do Pai, é a busca de todo crente. Quando ouvimos livremente sua voz, passamos a ser cumpridores plenos de seus planos. Cumprir plenamente os seus planos, é estar em conformidade, e, conseqüentemente, em obediência a Deus.

Ora, só podemos ouvir a voz do Pai, quando nos esvaziamos de nós mesmos, quando partimos na busca inequívoca e incansável da santidade. Ser santo é ser separado para Deus, é buscar a todo preço ser um vaso de utilidade aos planos da criação. Certamente que a busca da santidade nos leva inexoravelmente a momentos de solidão humana, pois o separar-se implica em abrir mão de muitos "direitos naturais". Nunca mais poderemos tomar decisões por e para nós mesmos, porém o faremos sempre em vista do bem maior do seu povo. A vida em Igreja, em congregação, nos leva a divisar uma pequena fatia daquilo que Deus espera de nós. Aprendemos a conviver com nossas mazelas, quando estas nos ferem através de irmãos que as apresentam também. Nesse caso, lutamos desesperadamente para nos vermos livres delas em nós mesmos, e para exercer o amor ao próximo, quando então, nos aproximamos um pouco mais de Deus. Amar, como está prescrito que o façamos, é amar sem restrições. Amar o irmão bom é fácil; mas não é esse o plano de Deus....

Quando nos aproximamos da vestes de Jesus, e principalmente, quando a tocamos, compreendemos que nossa vida já não pode ser mais a mesma; Damos conta de nossa finitude e incapacidade, e logo logo procuramos quem nos possa auxiliar. Naturalmente, procuramos alguém em quem nos espelhar, a quem obedecer. Logo, a obediência, é o plano natural do Pai. Todo aquele que descobre sua posição de obediência, certamente galgará todos os degraus que o levarão à plenitude de Cristo. Cristo foi obediente até a morte, e morte de Cruz. Nós devemos, como nosso senhor, não nos envergonharmos de nossas ações, ou nos limitarmos ao plano racional. Ora, a fé, é a certeza das coisa que não se vêem, e como sem fé é impossível agradar a Deus, estamos novamente num círculo fechado: Fazer a vontade de Deus, é abrir mão da nossa, e mesmo da razão natural, uma vez que a sabedoria do homem é loucura diante dele.

Conforme Hb 5:89-9, Jesus aprendeu a obediência pelas cousas que sofreu....e, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o autor da salvação eterna para todos que o obedecem!!..

Está claro então, que crescer em obediência, é também passar por sofrimentos. Nosso ego será dia a dia esmagado; e nossa vontade própria, da carne, nossos sentimentos, terão que ser escravizados à cruz. Só aí poderemos estar na vontade do Pai. Será quando então, conseguiremos estar em obediência a Cristo. Não queremos estar no rol daqueles que no juízo, dirão: "mas não expulsávamos demônio em seu nome, e curávamos, e fazíamos sinais?!", quando então Jesus dirá – "apartai-vos de mim, vós que cometeis a iniqüidade, nunca vos conheci!!?" (Mt.7.21-23) - Certamente, que essas são pessoas, que não buscaram incessantemente, a vontade do Pai, porém. Contentaram-se com o poder do nome de Jesus, com o compromisso de Deus com sua Igreja, e, acima de tudo, não quiseram passar pelo sofrimento de ter seu Eu crucificado, pois aí poderiam ser realmente usados por Deus, e não apenas seriam pessoas que fizeram algumas coisas que estão na palavra de Deus, ouvindo a si mesmas. "Eis que o obedecer é melhor do que sacrificar, o atender, melhor que a gordura de carneiros" - Oh, que possamos estar dedicando cada vez mais tempo em buscar a vontade do Pai, para obedecê-la, do que fazer aquilo que está em nossos corações!!... - Infelizmente, podemos estar fazendo muitas ações, que estão conforme a palavra de Deus. Talvez dando esmolas, por exemplo, por dever de consciência, a alguém, que na verdade, segundo o coração do Pai, naquele momento deveria é estar recebendo uma palavra do reino e uma oração de poder. Ouvimos nossa consciência, mas não ouvimos a Deus. Ele nos inquirirá a respeito daquela alma que deixamos de evangelizar!.

Tenhamos em mente, que só o viver no Espírito nos conduz a estar em obediência à plena vontade do Pai. O Espírito Santo é um grande cavalheiro, e jamais se interporá às nossas vontades e decisões. Lutemos incessantemente, para dar-lhe plena liberdade de nos ensinar e revelar Deus Pai!!


Há dois importantes aspectos no universo: confiar na salvação de Deus e obedecer à sua autoridade.

A bíblia define o pecado como transgressão (1 João 3:4). A transgressão é desobediência à autoridade de Deus; e isto é pecado.

Ora, o pecado é uma questão de conduta, mas transgressão é uma questão de atitude de coração. Obedecer às autoridades delegadas por Deus, é uma questão de princípio. Desobedecê-las porém, é rebeldia.

Deus nos chama à obediência em amor, e, muitas vezes em dor. Há casos nos quais se pode estar aparentemente em obediência, porém com o coração cheio de amargura e rebeldia. A rebeldia nasce e cresce dentro de nosso íntimo, se dermos lugar, e ela mesmo nos fará pecar. Ofender a autoridade de Deus, é uma rebeldia muito mais séria que ofender sua santidade, e foi o que Satanás fez, quando com sua auto-exaltação intencionou estabelecer um trono acima do de Deus.

A Igreja foi chamada a estabelecer o reino de Deus na terra, e por isso ela deve ser lugar onde as coisas transcorram o mais estritamente dentro da vontade do Pai. Jesus, o cabeça da Igreja, conquistou de volta, nosso direito à sermos filhos de Deus. Não somos mais órfãos. Todo filho deve obediência ao Pai, pois só este sabe o que é melhor. Jesus nos disse, que deveríamos nos achegar ao pai como crianças, as quais depositam total e irrestrita confiança aos pais. Obedecer é uma questão de confiança plena. Como crianças devemos ter sempre em conta que não temos como tomar decisões a respeito de nós mesmos; quem sabe o que é o melhor é o Pai. A Igreja então, em obediência plena a Cristo, terá poder, e fará maravilhas, conforme nos foi dito, que coisas ainda maiores do que ocorreram quando Jesus esteve como homem aqui. Certamente terá sucesso em restabelecer os propósitos de Deus aqui, e mesmo no universo, o qual aguarda anciosamente a revelação que virá através dos filhos de Deus na terra...

Quando na terra, em tudo Cristo foi obediente. Pagou impostos, e de forma alguma se levantou contra Cesar. Reconheceu as autoridades e se submeteu. Da mesma forma, a Igreja deve proceder em conformidade com sua cabeça.

Os símbolos da sujeição às autoridades terrenas são quatro:

Impostos a quem se deve imposto;
Tributo a quem se deve tributo;
Respeito a quem se deve respeito;
Honra a quem se deve honra.

O cristão obedece a lei não só para fugir da ira de Deus, mas também por motivo da sua consciência. Em verdade, devemos reconhecer a autoridade delegada por Deus, como meio de controle e ordem. Devemos portanto, orar pelas nossas autoridades, (1 pedro 2 -13 a 17), posto que a intercessão do justo muito pode por seus efeitos (Tg 5.16). Desta forma estaremos influenciando decisivamente no governo terreno. Paulo nos diz que nós não devemos nos contentar com as coisas deste mundo, mas devemos buscar modificá-las segundo a vontade de Deus.

Só há crescimento do corpo de Cristo, quando seus membros estão dentro dos princípios da submissão. Neste caso, as bençãos de Deus tem liberdade de alimentar cada membro abundantemente. "Qualquer casa dividida sobre si mesma não pode subsistir"(Mt.12.25); com essa máxima Jesus nos concitou a estarmos em total unidade no seio de sua casa; Como poderá o reino de Deus se manifestar em sua plenitude, através da Igreja, se não somos capazes de nos sujeitar a pequenas dificuldades que encontramos no dia-a-dia?. - O temor de Deus é o princípio, que nos levará a cumprirmos plenamente nossa comissão. Aqueles que experimentam o Temor de Deus, são como Davi, que não ousava se levantar contra o ungido do Senhor, a saber, Saul, mesmo que este já tivesse sido rejeitado por Deus. Davi reconhecia sua posição. Sabia que só o aguardar em Deus, é que permite que sua vontade tenha livre curso. Ele era uma pessoa que já havia sido ungida pelo profeta com Rei de Israel, entretanto, apesar de já ter sido separado, de maneira alguma se ensoberbeceu e/ou julgou-se capaz, de, por si mesmo, tomar conta do lugar que lhe fora designado. Antes, pacientemente, e dentro de longa espera e tribulações, foi amadurecendo em humildade e sabedoria para, no tempo devido, ser exaltado por Deus. Davi de modo algum usou força natural para se exaltar. A autoridade vem do Pai, não de nós mesmos. Somos simples mordomos de sua autoridade. Nenhuma autoridade delegada, precisa tentar assegurar-se de sua autoridade. Não deve lutar com os homens. Davi tinha o caráter necessário, que o levava a suportar oposições: Sabia negar-se a si mesmo. Como homem, certamente teria o desejo de haver-se contra Saul, pelas perseguições injustas às quais estava sendo submetido; Ele o fazia, por que estava em íntima comunhão com o Senhor, e quem tem esta comunhão, não procura sua própria vontade, mas tem revelação. A revelação de Deus, nos traz certeza, capacitando-nos a sermos mansos, humildes, sem sentimentos pessoais, pois nossa vida já se derramou aos pés da Cruz. Como disse o apóstolo Paulo: "É Cristo que vive em mim" . Nosso sentimento será de amor, e temor pelas outras pessoas. Jesus, quando na crucificação, experimentou o maior de todos os horrores do Universo: Afastar-se da comunhão íntima do Pai. Naquele momento, como todo o pecado do mundo estava sobre ele, não havia possibilidade alguma de Deus ficar ao seu lado. Viveu pois, o vazio, a solidão absoluta a que o pecado nos leva. – Por essa razão, ele pode ser o nosso advogado diante do Pai.

Quem experimenta a glória de Deus, além do temor a que é levado por se conscientizar da santidade de Deus, e da sua pequenez e nulidade a que o pecado o levou a estar preso em cadeias, experimenta também do seu infinito amor; então, morre o homem natural, e, por Jesus, rescussita nova criatura(2 Cr.5.17). Só a ressurreição nos capacita a sermos usados por Deus. (Lc 9. 23-25) - A autoridade de uma pessoa se baseia em seu ministério, e o seu ministério na ressurreição - Por isso também, é impossível que haja lugar para o orgulho. Só os tolos e néscios se orgulhariam de estarem sendo usados por Deus. Não há mérito algum em nós que nos leve a merecer algo de Deus. Tudo é fruto da infinita misericórdia de Deus (1Pe. 3-4), que nos concedeu Graça por se filho Jesus. – E se fizermos tudo, o que nós é prescrito, que glória há nisso?, somos servos inúteis, pois fizemos somente o que deveríamos fazer...

Quem é chamado à posição de liderança na casa de Deus, deve servir acima de tudo (Mc 10.42-45). Só Deus pode exaltar alguém... - Que este conhecimento e consciência, nos leve a rogar com instância e verdadeira paixão pelas almas do nosso próximo. Um pastor o fará por suas ovelhas, e um chefe de casa por sua família, a Igreja, como corpo, pelo seu bairro, cidade, mundo.

Finalmente, jamais nos esqueçamos que a autoridade vem de Deus. Cada um de nós deve entender clara e indubitavelmente, que toda autoridade pertence ao Senhor. Nós meramente mantemos a autoridade do Senhor sobre a Terra, mas nós mesmos não somos autoridade!. - Mas logo que algo da carne se intromete, somos como os outros - sem autoridade...

A obra de Deus se inicia por ele mesmo. Qualquer obra que se inicie pela vontade do homem, será considerado fogo estranho, assim como ocorreu na época de Moisés com Nadabe e Abiú, filhos de Arão (Lv.10.1-2). Seríamos consumidos, e será fadada ao total fracasso.

A obra de Deus é a coordenação da autoridade. Exatamente como a autoridade delegada, o Profeta da Igreja, o pastor, segue a Deus, assim aqueles que estão sob sua autoridade devem seguí-lo, na cadeia hierárquica que se apresentar. Não há lugar para serviço individual na casa de Deus. Coordenação é a regra. O que for diferente disto será rebeldia, que será punida pela morte espiritual, em nosso dias. Falar contra a autoridade representativa nos leva a sermos réus da ira divina. A murmuração nos entrega nas mão de Satanás. A rebeldia do homem contra a autoridade se manifesta em palavras, razão, pensamentos, e essas conclusões tem origem na carne. Quem obedece, segue a fé, não a razão. Por isso agrada a Deus. Não existe nenhuma autoridade que não proceda de Deus; todas as autoridades foram instituídas por ele. Só pode estar em autoridade, quem está em obediência. Aprender a estar em posição de autoridade também é muito importante. Como Deus não teve dúvida em estabelecer autoridades, nós também não devemos ter dúvida em obedecê-las, pois se algo ficar faltando, a falta não estará conosco, mas com a autoridade. Quanto mais autoridade for delegada, mais severo será o Senhor para com ela, conforme disse Jesus:" Mas àquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido; e àquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão" (Lc 12.48). Lembremo-nos que Moisés e Arão não entraram na terra prometida, pois falharam em representar a autoridade de Deus, em Meribá.(Nm.20.12, Dt 32,51). Oremos veementemente, em favor de nossos líderes, para que estes sejam extremamente fiéis àquilo a que o pai os chamou, e tenham sempre ouvidos e olhos espirituais para ouvirem e reconhecerem a voz e direção de Deus, e possam conduzir as ovelhas que estão em suas mãos em direção sempre às águas mais frescas e límpidas, Jesus, onde não haverá mais sede, e de onde fluirão rios de águas vivas, a inundar nossa terra, trazendo de volta o homem às suas origens e cumprindo plenamente o propósito de Deus para a humanidade.

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