A Origem do Teatro II Se partimos do ponto de vista que teatro é uma expressão que comunica a própria vida, e partindo deste fato, podemos afirmar que o teatro é tão antigo como o homem. Antes de aprender a falar, a se expressar por palavras, o ser humano aprendeu a se expressar por mímica, gestos que narravam fatos ou que previam futuro ou expremiam sentimentos presentes. O instinto de teatralização é parte do homem. Quer dizer: há, no homem, a necessidade de por várias vezes criar além da realidade que o cerca todos os dias uma outra realidade que o cerca todos os dias uma outra realidade, de fantasias que transforma as coisas da natureza em outras diferentes, ao sabor da imaginação. Há em toda a peça teatral dois elementos: 1- O elemento de imitação 2- O elemento literário.
O de imitação surgiu nos primeiros tempos da humanidade com bailados guerreiros e religiosos selvagens. Os homens imitavam as "divindades", para atrair os "deuses", e terminavam por convencer-se de que eram portador do próprio deus em seu corpo. Mais tarde na Grécia, através do canto do corifeu, o elemento literário foi tomando cada vez mais corpo e se transformou na narração da história de Dionísio.
A formação do teatro Ao se estabelecer em sociedade, o homem se afastou do estudo de liberdade de instintos em que primitivamente viviam. E assim criavam seus deuses que simbolizassem a garantia da sobrevivência dos seus instintos. Na mais antiga Grécia, ao, alvorecer da humanidade, esse deus dos instintos e da natureza foi Dionísio. Nos primeiros tempos, os adoradores de dionísio, sacrificavam entes humanos em honra do deus. Mas tarde, substituíram a carne humana pela carne de bode, presumindo que a divindade se encarnava nesse animal; e o sangue humano foi substituído pelo vinho - a grande dádiva que dionísio dispensara aos homens para conduzí-los pela embriaguês ao reino dos instintos. Diante do bode( Tragos em grego) então um canto (corifeu) entoava cânticos de louvor apoiado por vários dançarinos. Nas estrofes mais importantes, fazia-se ouvir o côro. E assim, do hino ao "tragos" sacrificado, nasceu a palavra tragédia. Essas festas de Dionísio, chamadas festa dionisíacas, contavam dentre os coreutas, com dançarinos que representavam demônios, eram os sátiros, metade animais metade homens, que agitavam as festas com seus gritos, obscenidades e imprecações. Em meio do festim (o comos) que se seguia ao sacrifício, os demônios tinham parte importante pois contribuíam para excitar alegria desvairada dos que se banqueteavam e se embriagavam. E aí, no Comos, estava já o embrião da comédia. Quanto mais hábil o corifeu, mais procurava transmitir aos que ouviam, os sentimentos de dor, de ódio, do terror, da coragem, etc. E as histórias se tornaram tão mais emocionantes, quanto mais forte era o conflito exposto , ou seja, a luta de forças expostas, como homens e deuses maus e desses bons, heróis e inimigos, opressores e escravos, os fracos e os poderosos. Com o conflito, nasceu o Drama, o Teatro. |
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